O Projeto Piloto aqui apresentado objetiva despertar nos pais o interesse na criação de Associações, em seus Condomínios, que incentivem a solidariedade, o afeto e a valorização das crianças e adolescentes para mantê-los longe das drogas, da violência e de outras ameaças à sua integridade. Cuidar de nossas crianças e adolescentes significa abrir espaços de ação criativa e transformadora da realidade social, pois eles são o futuro do Brasil, do Mundo! Cuidar de nossos idosos é cuidar de uma parte de nós mesmos.
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22/09/2014

SELFIE PODE SUGERIR IMAGEM IDEALIZADA DE SI MESMO


“...recentemente, em que aparecia uma cena de pessoas cantando parabéns e o aniversariante tirando selfies durante o momento e postando em tempo real nas redes sociais. 

Ao invés de vivenciar aquele instante presente do seu aniversário com quem estava ali, experienciou esta
situação preocupado em tirar uma foto para compartilhar o momento 
com outras diversas pessoas no mundo virtual. O momento presente tem se perdido e a mente tem estado quase sempre no passado ou no futuro. Porém, se passado e futuro 
não existem, é impossível encontrarmos a felicidade lá. Só é possível ser feliz agora.”

A carência por trás das selfies

Acontece que, na tentativa de sermos amados, criamos um personagem para nós mesmos. Uma máscara com a qual acreditamos que iremos fazer sucesso e receber este amor. Desta forma, a selfie se torna um instrumento perfeito para buscarmos passar a melhor imagem possível, na tentativa de controlar a ideia do que o outro vai achar de nós, na ilusão de que controlamos isso. Por exemplo, a ideia de que sua vida é feliz e divertida, que você é alto astral, sedutor, tem boas relações amorosas/sexuais e que você deve ser uma companhia adorável e imperdível, até mesmo para as pessoas que já lhe conhecem.

Desta forma, utilizamos de vários elementos para fazer uma imagem idealizada de nós mesmos que queremos vender para o outro. E na medida em que essa imagem vai sendo comprada, vamos supostamente suprindo nossas necessidades e carências, mantendo esta máscara que tem sido bem aceita socialmente. Se observarmos, a maioria das selfies busca passar um certo momento feliz, vitorioso, divertido, belo, algo que possa trazer uma atenção positiva para si mesmo.

O que pude perceber é que, de certa forma, criamos uma grande bola de neve nas redes sociais. Como todos postam fotos de momentos felizes, quem olha de fora passa a acreditar que estão todos mais felizes que você. Desta forma, você passa a tirar fotos que retratem felicidade para também postar na internet. E quanto mais pessoas felizes você tem em sua rede social, mais quer mostrar o quanto é feliz também. Mais que isso: você quer mostrar que também é digno de amor e admiração. E isso se torna uma grande concorrência de quem será mais amado.

Você se identifica com isso? Agora me diz, quantas vezes você se pega conferindo o número de curtidas recebeu? Ou olha toda hora quem curtiu sua foto? Se teve comentário novo? Vira quase uma obsessão saber quanto sucesso você está fazendo naquele momento, não é mesmo? E você fica todo feliz com cada curtida, cada comentário, ainda mais se chamar atenção “daquela” pessoa especial! Porém, não importa a quantidade de curtidas e comentários positivos que você receba em uma foto, a insatisfação que o moveu a querer ser amado pelo outro continuará ali presente. O vazio que você tenta preencher com uma selfie não será suprido pela quantidade de visualizações que a foto recebeu, pois essa satisfação só se dá internamente.“O vazio que você tenta preencher com uma selfie não será suprido pela quantidade de visualizações que a foto recebeu, pois essa satisfação só se dá internamente.“

É uma busca consigo mesmo, e não com o outro. A responsabilidade sobre o nosso bem-estar é somente nossa. Enquanto nossa felicidade depender da aprovação alheia, estaremos sempre insatisfeitos na eterna busca por reconhecimento.
O contato interno parece ficar cada vez mais em segundo plano, enquanto a vontade de expressão se intensifica. É possível observar, a partir do fenômeno da selfie, uma necessidade cada vez maior de compartilhar a todo o momento a sua vida nas redes sociais e receber o maior número de curtidas. O contato humano, mesmo que “ao vivo”, tem estado sempre atravessado por momentos virtuais e a vivência do momento presente está cada vez mais seFAZER MUITAS SELFIES PODE TIRAR ATENÇÃO DO MOMENTO PRESENTE

Hoje em dia, passamos pouco tempo sozinhos, apreciando a própria companhia, silenciando a mente e aproveitando o momento presente. Pouco, também, é o contato consigo mesmo e suas emoções. Mesmo sozinhos, estamos com nossos celulares e internets, conversando com muitos conhecidos e amigos, compartilhando cada momento do dia a dia. Sempre mergulhados em um mundo paralelo virtual, vamos perdendo as preciosidades do momento presente que só acontecem naquele instante.

A vontade de mostrar o que estamos fazendo é tão grande que acabamos perdendo muitos momentos da vida, produzindo fotos de determinada situação, ao invés de vivê-la plenamente.“A vontade de mostrar o que estamos fazendo é tão grande que acabamos perdendo muitos momentos da vida, produzindo fotos de determinada situação, ao invés de vivê-la plenamente.“

A experiência do aqui e agora, quando mantemos a mente no momento presente e vivenciamos cada instante de maneira inteira e consciente, está cada vez mais e mais escassa. Em grande parte, estamos vivendo nossas vidas com a mente no passado ou no futuro. Com relação às selfies, acredito que a mente experimenta o momento da foto presa no futuro, já pensando na imagem que vai fazer e no sucesso que ela poderá causar, nos comentários que receberá e na quantidade de curtidas que terá. E tudo isso preso no passado, na procura por receber a atenção que não foi suprida anteriormente. A busca pela satisfação de uma conquista futura impossibilita a satisfação que o momento presente poderia proporcionar.

Por exemplo, assisti a um vídeo, recentemente, em que aparecia uma cena de pessoas cantando parabéns e o aniversariante tirando selfies durante o momento e postando em tempo real nas redes sociais. Ao invés de vivenciar aquele instante presente do seu aniversário com quem estava ali, experienciou esta situação preocupado em tirar uma foto para compartilhar o momento com outras diversas pessoas no mundo virtual. O momento presente tem se perdido e a mente tem estado quase sempre no passado ou no futuro. Porém, se passado e futuro não existem, é impossível encontrarmos a felicidade lá. Só é possível ser feliz agora.

Ao falar deste tema, sempre me lembro do filme “O poder além da vida” (ou “O guerreiro pacífico”, título original do livro) e deixo a dica para quem quiser se aprofundar um pouco mais sobre como a atenção no momento presente é de fundamental importância. Na trajetória do filme, somos levados a perceber como a experiência plena de cada instante em nosso dia a dia aumenta nossa capacidade de autorrealização. Cada palavra do personagem Sócrates é de extrema preciosidade.

É claro que uma selfie ou outra não faz mal a ninguém, não é mesmo? O que devemos é dar atenção para o excesso, afinal, nada em excesso é lá muito saudável. Como sempre, aperto na tecla da consciência e autoconhecimento. Consciente de si e de suas escolhas, não há certo ou errado, apenas caminhos diversos que você pode optar.



perdendo atrás de telas de celulares e máquinas fotográficas.




23/02/2012

A vital diferença entre colaboração e compartilhamento


CARLOS NEPOMUCENO | 15/02/2012

Primeiro, os verbos compartilhar e colaborar não foram inventados pela Internet e nem são sinônimos, como pode parecer, a princípio.
São ações  humanas integradas sim e CONDICIONADAS pelo ambiente cognitivo, que alteram a cultura de solução de problemas na sociedade e nas organizações.
É como se fossem os esquilos inseparáveis: o Tico e o Teco.
O Tico é a cognição/afeto para agir.
E o Teco é a ação, a partir da cognição/afeto amadurecido.

(...)
Compartilhar:
a) é uma ação que nos ajuda a expressar como vemos e conhecer  como os outros vêem determinado problema ou contexto;

b) é uma ação específica da área meio dentro de redes de conhecimento, informação, comunicação, relacionamento que visa a melhoria da nossa capacidade afetiva, cognitiva, muitas vezes motora, de confiança com a organização e os demais;

c) não é, entretanto, no compartilhamento que se dá a solução do problema. Repito: compartilhar é área meio. Tal ação visa melhorar o “meio de campo”, a “ponte” pela qual as ações para solução dos problemas irão trafegar, capacitando a todos para, posteriormente,  agir melhor;

d) Existem duas formas de praticar o verbo compartilhar:

- a forma voluntária - (que eu conscientemente sei que estou compartilhando). É uma ação opcional e faço se quero, ou seu não quero, o que implica em um risco maior para a organização em um projeto desse tipo;

- a forma involuntária/obrigatória –  (que eu sou obrigado a fazer, querendo ou não), pois o meio, o ambiente cognitivo é construído de tal forma que me exige isso. O compartilhamento obrigatório é condicionada pelo ambiente cognitivo. Por exemplo, se eu quiser manifestar que gostei de algo no Facebook, preciso “curtir” uma mensagem. Essa condicionamento tecnológico cria uma cultura.

Exemplos:

Compartilhamento voluntário:

a) inclusão no ambiente cognitivo de fotos, links, vídeos, comentário, tags, posts, tweets;

b) note que são ações informacionais, comunicacionais, de conhecimento e de relacionamento, que eu faço por que quero, estou motivado, vejo algum sentido;

c) na rede hoje, entretanto, são apenas 20% dos internautas  que contribuem, os outros apenas consomem;

d) esse compartilhamento não é garantido em nenhum projeto e não deve ser, por aí, portanto que devemos começar, pois amplia o risco de insucesso;

Compartilhamento involuntário:

a) cliques em links (quem não clica não consegue navegar);

b) ou salvar documentos em determinado diretório compartilhado – quem não salvar ali não tem o seu registro reconhecido). É importante lembrar que hoje mais de 95% da força de trabalho produz arquivos digitais!

c) são ações que o ambiente tecnológico induz e condiciona a prática de trabalho dos usuários, não dando margem a outra forma de agir, ou de compartilhar.

 Colaborar:
a) é uma ação que nos ajuda a vencer barreiras que individualmente não conseguiríamos superar sozinhos;

b) é uma ação dentro de redes de produção, que implica em um tipo de gestão, que visa ajudar a resolver problemas, através de um esforço de um grupo de pessoas.

c) existem duas formas:

- a colaboração voluntária (que eu conscientemente sei que estou colaborando por motivação);

- e a involuntária (que eu sou obrigado a fazer, pois o meio exige isso, através de normas e processos de trabalho).

Colaboração involuntária:

a) ações de trabalhos coletivos coordenadas: para construir um texto, um projeto, um código de computador;

b) estabelece-se as normas e tecnologias digitais em rede nas quais os colaboradores são obrigados a seguir aquele parâmetro na forma de trabalhar, pois são condicionados pelo ambiente cognitivo;

c) é o modelo de gestão, normas de conduta e tecnologias que as ajudam que definem se teremos mais ou menos colaboração;

Colaboração voluntária: são sugestões de melhorias de processo, ações que não fazem parte da obrigação do profissional que faz por algum tipo de motivação, além daquilo que é definido com sendo obrigação de cada um. Vai depender muito do ambiente propício para que novas ideias sejam estimuladas e colocadas em prática.


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