O Projeto Piloto aqui apresentado objetiva despertar nos pais o interesse na criação de Associações, em seus Condomínios, que incentivem a solidariedade, o afeto e a valorização das crianças e adolescentes para mantê-los longe das drogas, da violência e de outras ameaças à sua integridade. Cuidar de nossas crianças e adolescentes significa abrir espaços de ação criativa e transformadora da realidade social, pois eles são o futuro do Brasil, do Mundo! Cuidar de nossos idosos é cuidar de uma parte de nós mesmos.
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23/02/2012

A vital diferença entre colaboração e compartilhamento


CARLOS NEPOMUCENO | 15/02/2012

Primeiro, os verbos compartilhar e colaborar não foram inventados pela Internet e nem são sinônimos, como pode parecer, a princípio.
São ações  humanas integradas sim e CONDICIONADAS pelo ambiente cognitivo, que alteram a cultura de solução de problemas na sociedade e nas organizações.
É como se fossem os esquilos inseparáveis: o Tico e o Teco.
O Tico é a cognição/afeto para agir.
E o Teco é a ação, a partir da cognição/afeto amadurecido.

(...)
Compartilhar:
a) é uma ação que nos ajuda a expressar como vemos e conhecer  como os outros vêem determinado problema ou contexto;

b) é uma ação específica da área meio dentro de redes de conhecimento, informação, comunicação, relacionamento que visa a melhoria da nossa capacidade afetiva, cognitiva, muitas vezes motora, de confiança com a organização e os demais;

c) não é, entretanto, no compartilhamento que se dá a solução do problema. Repito: compartilhar é área meio. Tal ação visa melhorar o “meio de campo”, a “ponte” pela qual as ações para solução dos problemas irão trafegar, capacitando a todos para, posteriormente,  agir melhor;

d) Existem duas formas de praticar o verbo compartilhar:

- a forma voluntária - (que eu conscientemente sei que estou compartilhando). É uma ação opcional e faço se quero, ou seu não quero, o que implica em um risco maior para a organização em um projeto desse tipo;

- a forma involuntária/obrigatória –  (que eu sou obrigado a fazer, querendo ou não), pois o meio, o ambiente cognitivo é construído de tal forma que me exige isso. O compartilhamento obrigatório é condicionada pelo ambiente cognitivo. Por exemplo, se eu quiser manifestar que gostei de algo no Facebook, preciso “curtir” uma mensagem. Essa condicionamento tecnológico cria uma cultura.

Exemplos:

Compartilhamento voluntário:

a) inclusão no ambiente cognitivo de fotos, links, vídeos, comentário, tags, posts, tweets;

b) note que são ações informacionais, comunicacionais, de conhecimento e de relacionamento, que eu faço por que quero, estou motivado, vejo algum sentido;

c) na rede hoje, entretanto, são apenas 20% dos internautas  que contribuem, os outros apenas consomem;

d) esse compartilhamento não é garantido em nenhum projeto e não deve ser, por aí, portanto que devemos começar, pois amplia o risco de insucesso;

Compartilhamento involuntário:

a) cliques em links (quem não clica não consegue navegar);

b) ou salvar documentos em determinado diretório compartilhado – quem não salvar ali não tem o seu registro reconhecido). É importante lembrar que hoje mais de 95% da força de trabalho produz arquivos digitais!

c) são ações que o ambiente tecnológico induz e condiciona a prática de trabalho dos usuários, não dando margem a outra forma de agir, ou de compartilhar.

 Colaborar:
a) é uma ação que nos ajuda a vencer barreiras que individualmente não conseguiríamos superar sozinhos;

b) é uma ação dentro de redes de produção, que implica em um tipo de gestão, que visa ajudar a resolver problemas, através de um esforço de um grupo de pessoas.

c) existem duas formas:

- a colaboração voluntária (que eu conscientemente sei que estou colaborando por motivação);

- e a involuntária (que eu sou obrigado a fazer, pois o meio exige isso, através de normas e processos de trabalho).

Colaboração involuntária:

a) ações de trabalhos coletivos coordenadas: para construir um texto, um projeto, um código de computador;

b) estabelece-se as normas e tecnologias digitais em rede nas quais os colaboradores são obrigados a seguir aquele parâmetro na forma de trabalhar, pois são condicionados pelo ambiente cognitivo;

c) é o modelo de gestão, normas de conduta e tecnologias que as ajudam que definem se teremos mais ou menos colaboração;

Colaboração voluntária: são sugestões de melhorias de processo, ações que não fazem parte da obrigação do profissional que faz por algum tipo de motivação, além daquilo que é definido com sendo obrigação de cada um. Vai depender muito do ambiente propício para que novas ideias sejam estimuladas e colocadas em prática.


Leia o artigo em:


23/02/2011

Filha descobre pai vivo em programa de TV sobre sem-teto

“A história mostra que qualquer um pode ajudar ao próximo. Não éramos profissionais da área social e não tínhamos muito dinheiro. Mas a história tem um final feliz que também nos surpreendeu”,  afirmou Barbato.


Um sem-teto de 59 anos reencontrou a família na Argentina após 12 anos graças a um vídeo publicado na internet e exibido na TV.
Guillermo Gómez tem três filhos, Fernando, Laura e Victória, que eram adolescentes quando o viram pela última vez. Eles se afastaram por questões familiares, e a família achava que ele estava morto.
Segundo Guillermo, ele foi parar nas ruas de Buenos Aires "por essas coisas da vida, quando tudo começa a dar errado", mas não deu maiores detalhes.
A história da sua nova vida começou em outubro do ano passado. Guillermo vivia havia cinco anos em uma praça no bairro de Palermo, Buenos Aires. Ele conversava sobre livros com uma mulher quando dois rapazes, Germán Barbato, de 25 anos, e Federido Sordo, de 27, se interessaram em ajudá-lo.
Os rapazes produziram o vídeo ‘Una Mano para Guille’ (‘uma ajuda para Guille’, na tradução livre), e publicaram na internet.
No vídeo, Guillermo contava que esperava conseguir um emprego. Barbudo e respirando com dificuldades, ele desabafava: “Às vezes, não é o material, a ajuda que as pessoas possam nos dar (na rua), mas uma conversa. Assim, conversando as coisas acontecem sozinhas”, disse.
Paixão pelos livros
O argentino reencontrou os filhos de quem ficou afastado por 12 anos
Guillermo contava que sua paixão pela leitura era sua aliada no cotidiano de sem-teto, e que acabara de ler ‘Quando Nietzche Chorou”, de Irvin D. Yalom.
Sordo e Barbato coordenam, em Buenos Aires, um projeto para estimular a leitura chamado ‘Yo leí este libro’ (‘Eu li este livro’) que consiste em deixar livros já lidos em lugares públicos para que desconhecidos se sintam atraídos e levem a obra pra casa.
“Começamos a levar livros para ele. Estávamos admirados com sua determinação em ler mais e em conseguir um trabalho. Ele dormia na praça, mas acordava cedo para vender café, como ambulante”, contou Barbato à BBC Brasil.
Dias mais tarde, eles publicaram o vídeo na internet. Foram mais de dez mil visitas nos primeiros dois dias.
Surpresa na TV
Victória, de 29 anos, reconheceu o pai no vídeo, quando ele foi exibido em uma rede de TV argentina e mandou um e-mail para Barbato e Sordo.
Guillermo não tinha falado sobre os filhos para os rapazes, que pensavam que ele era um homem sem família.
O reencontro de Guillermo com a filha e o genro, Esteban, aconteceu no Hospital Fernández, de Buenos Aires.
Dias antes, o ex-sem teto tinha passado mal e, por orientação de assistentes sociais, os rapazes contaram para ele que seus filhos queriam revê-lo.
Guillermo tem duas netas e agora trabalha como taxista
“Foi um reencontro emocionante. Todos choraram. Nosso objetivo era encontrar um emprego para ele, mas encontramos a família”, disse Barbato.
Atualmente, o ex-sem-teto mora com Victória, o genro, e a neta, Candela. Ele tem outra neta, Julieta, filha de Fernando. E agora trabalha como taxista.
“A história de Guillermo mostra que qualquer um pode ajudar ao próximo. Não éramos profissionais da área social e não tínhamos muito dinheiro. Mas a história tem um final feliz que também nos surpreendeu”, afirmou Barbato.
Veja as fotos em: